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artigo de abril > the perfect likeness

30-04-2015 00:00

No mês de Abril, partilho o artigo de um dos tradutores cuja postura perante a nossa profissão mais admiro, Andrew Morris.

Nele, o autor sugere que devemos ir traçando o nosso caminho de forma a esculpir o nosso trabalho à nossa imagem. Este artigo adequa-se especialmente a este mês, em que novos desafios surgiram e novas janelas se abriram, mostrando que é este o caminho a seguir em direcção ao nicho de tradução em que me quero especializar. Para isso, é necessário tomar decisões e deixar de lado as opções mais afastadas desse nicho. Obriga a uma nova reorganização, a redefinir prioridades e a ter de aprender a dizer "não". Mas é muito bom ter a possibilidade de escolher o que queremos realmente fazer e trabalhar por puro prazer.

 

Each of us has a unique contribution to make to the world of translation. But only if we first reflect on who we are and what inspires us, and honour that...

Pick up a finer chisel as you hone in closer on the form you want. Decide on history, for example, but perhaps not the history of science. Embrace the fine arts museums but subtly chip away the industrial museums...

Whittle away until you are left with the ideal clients, whether agencies or direct, with whom you find it easy and a joy to work...

What should emerge is a working life that resembles you and your deepest motivations in every way – a perfect likeness of you. 

artigo de março > desafios da tradução na dobragem de filmes de animação

31-03-2015 00:00

Para o mês de Março, escolhi uma apresentação sobre os desafios que os tradutores encontram na dobragem de filmes de animação, o nicho de tradução com que mais me identifico e onde mais me sinto mais à vontade.

A apresentação foi realizada por Ana Rita Rocha e Tatiana Carvalho, no âmbito do Mestrado em Tradução e Serviços Linguísticos (FLUP).

O trabalho representa bem a realidade específica desta área da tradução, como é exemplo o levantamento das competências do tradutor:

 

artigo de fevereiro > word magic: how much really gets lost in translation?

28-02-2015 00:00

O artigo escolhido para o mês de Fevereiro aborda um dos maiores dilemas do tradutor: encontrar a palavra certa. É uma luta contastante e pode ser inglória, já que, algumas vezes, a palavra certa só sai debaixo da língua depois do texto enviado... Frequentemente, o termo que parece mais óbvio não é aquele que procuramos para o contexto que estamos a traduzir, por ser demasiado literal e não transmitir a mensagem que pretendemos transmitir. Esse facto que só dificulta a busca.

 

The book’s presupposition is that there are significant, namable, untranslatable differences between tongues, so that, say, “history” in English, histoire in French, and Geschichte in German have very different boundaries that we need to grasp if we are to understand the texts in which the words occur.

 

Neste artigo, é também apresentado um curioso dicionário: “Dictionary of Untranslatables: A Philosophical Lexicon”.

artigo de janeiro > why it’s so hard to catch your own typos

31-01-2015 00:00

No mês de Janeiro, o artigo em destaque aborda um problema que nos atormenta, vulgarmente conhecido como "gralha". É difícil produzir um texto isento de gralhas, principalmente quando trabalhamos com pouca margem de tempo e sob a constante pressão dos prazos. Se a revisão for feita logo a seguir a terminar o trabalho, é normal que não se detectem muitas dessas gralhas, porque o nosso olhar ainda está muito viciado no texto.

Este artigo oferece uma interessante explicação para este "flagelo" da nossa profissão, que pode manchar o mais perfeito dos textos!

 

The reason typos get through isn’t because we’re stupid or careless, it’s because what we’re doing is actually very smart... “When you’re writing, you’re trying to convey meaning. It’s a very high level task”...

We can become blind to details because our brain is operating on instinct...

Stafford suggests that if you want to catch your own errors, you should try to make your work as unfamiliar as possible. 

international translation day

30-09-2014 00:00

Aprender uma coisa nova por dia

24-09-2014 00:00

Quando trabalhamos em tradução, este lema está sempre presente, uma vez que é raro o dia em que não se aprende uma coisa nova. 

Muitas das vezes, até se aprende mais do que uma coisa nova. Temos de estar sempre atentos e constantemente a pesquisar.

Essa é uma das maiores vantagens desta profissão. Não há rotinas, não há um dia igual ao outro e estamos sempre a aprender.

tempo para uma pausa

08-09-2014 00:00

encerrado para uma curta, mas merecida pausa

time vs. deadline

31-05-2014 00:00

Nós, tradutores, somos uns eternos insatisfeitos. Se estamos cheios de trabalho, com prazos apertados, só nos apetece ter mais tempo livre. Se temos mais tempo livre (e, principalmente, se o motivo para isso for falta de trabalho), só queremos ter um prazo e, logo, trabalho para entregar. 

Ah, vida difícil!

inspiration

27-05-2014 00:00

O processo de tradução

22-05-2014 00:00

 

Esta imagem é um exemplo perfeito do processo de tradução.

Começamos com o texto que nos é enviado pelo cliente. Idealmente, é um texto claro, bem legível e sem erros. Na prática, nem sempre isso acontece. Em certos casos começa logo por ser um texto confuso (por exemplo, manuais enviados por empresas chinesas num inglês que deixa muito a desejar).

Depois, começamos a traduzir. Fazemos determinadas opções. Destacamos palavras ou expressões quando não estamos muito convencidos que sejam as mais indicadas ou quando não temos a certeza do seu significado. Bloqueamos num termo ou numa frase. Paramos e andamos às voltas. Até que decidimos destacar essa parte também e avançar mais um pouco. Chegamos ao fim da tradução com muitas dúvidas. Voltamos atrás para resolver as questões que ficaram pendentes. Fazemos novas pesquisas. Corrigimos algumas coisas. Decidimos fazer algumas alterações, que implicam correr o texto outra vez e reformular algumas frases. Ainda há termos e expressões destacadas. O prazo está a aproximar-se. Percorremos outra vez o texto à procura das partes destacadas e, finalmente, com a pressão, surgem soluções. Fazemos uma última revisão (se houver tempo).

A versão final, um texto limpinho e organizado,  fica pronta. Idealmente, nos casos em que o texto de partida é confuso, o texto de chegada será mais claro, transmitindo a mensagem de uma forma mais correcta.

Acredito que , muitas das pessoas que têm apenas acesso ao texto final ou que comparam o texto de partida com o texto de chegada sem terem noção de todo o trabalho e questões que se colocam ao traduzir um texto, devem achar que se trata de um processo muito linear, em que basta conhecer os dois idiomas e passar palavra a palavra de um lado para o outro.

Mas a realidade não é essa, para se conseguir uma tradução linear é preciso dar muitas voltas.

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