as pausas...

13-01-2014 00:00

Quando estamos imersos em trabalho, sem mãos a medir, só nos apetece ter uns diazinhos livres, sem pressões, nem prazos a cumprir.
Depois de se entregar o último trabalho agendado, é uma sensação de alívio. Finalmente temos tempo para ler um livro ou os nossos blogues de eleição, para ir tomar um café com os amigos ou preparar uma refeição decente e com mais calma.
Mas essa sensação não dura muito tempo, porque, se não houver perspectivas de novos trabalhos, o alívio é logo substituído pela ansiedade...

Nos primeiros anos a trabalhar a tempo inteiro em tradução, nunca tive este problema, pois o trabalho nunca faltava. Pelo contrário, eram mais os períodos em que este se acumulava. Dias livres eram aqueles em que só tinha 1 trabalho para entregar...
Mas, há uns meses, esta situação mudou. O volume de traduções dos meus clientes habituais reduziu drasticamente. No início, quando comecei a ter mais tempo livre do que o habitual, sentia-me desorientada, sem saber o que fazer com tanto tempo disponível (mesmo que fossem 2 ou 3 dias).

Perante uma nova realidade, tive de me adaptar e procurar outras formas de ocupar o tempo. Comecei a dedicar mais tempo aos meus hobbies, a pesquisar sobre produtos caseiros, a experimentar novas receitas, a fazer mais exercício e a colaborar com associações locais.
Além disso, aproveitei para ler mais blogues e artigos sobre tradução, que vou guardando e para procurar outras oportunidades. Foi assim que aceitei o convite para escrever um texto sobre o nosso país para o livro "The World in Words", foi assim que comecei a fazer transcrições e foi assim que surgiu esta página e este blogue.

Actualmente, encaro as pausas como uma oportunidade para organizar a minha papelada e dedicar-me aos meus hobbies e a outras causas. Assim, quando o trabalho volta a surgir em força, consigo estar mais concentrada, porque o resto está orientado e poderá ser retomado numa próxima pausa.